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COVID-19 nas Honduras: Combater o coronavírus porta a porta

03-04-2020 Leitura 3 Minutos 3

Ajuda em Ação

COVID-19 nas Honduras: Combater o coronavírus porta a porta

Mais de um terço da humanidade está hoje confinada graças a uma palavra que ocupa os meios de comunicação social pelo mundo fora: coronavírus. Infelizmente, nem todos os países têm as mesmas ferramentas para proteger a sua população face a esta ameaça global provocada pela COVID-19. Na Ajuda em Ação trabalhamos nos contextos mais vulneráveis para que ninguém fique para trás na luta contra esta pandemia. Descubra como ajudamos a fazer frente a este alerta sanitário num dos países mais pobres e com maior desigualdade da América Latina.

Como é que se vive a pandemia COVID-19 nas Honduras?

As Honduras terminaram o mês de março com 172 casos de coronavírus confirmados e dez mortes. Enquanto as más noticias continuam a crescer, também as medidas para enfrentar a propagação da COVID-19 no país aumentaram:

– A população deve permanecer nas suas habitações.

– Todas as escolas do país, independentemente do grau académico, estão encerradas.

– Só se mantêm abertos os serviços básicos, ou seja, os relacionados com a saúde e a alimentação.

– As fronteiras estão fechadas.

A ameaça do coronavírus pode amplificar as dificuldades que já muitos hondurenhos e hondurenhas têm em conseguir ter uma vida digna. A falta de estrutura sanitária adequada e de acesso a vacinas, os homicídios (é um dos países do mundo com a maior taxa de homicídio, com especial incidência nos homicídios infantis), a pobreza multidimensional e a migração forçada são apenas alguns dos problemas que podem ver-se agravados como consequência desta pandemia.

Combater o coronavírus porta a porta

A Ajuda em Ação luta para erradicar a pobreza e a desigualdade nas Honduras desde 1998. Acompanhamos o desenvolvimento de quem tem menos oportunidades, como as comunidades indígenas, afro-hondurenhas e mestiças, com especial atenção nas crianças e nas suas famílias.

Hoje, mais do que nunca, #SomosAjuda para enfrentar a emergência sanitária provocada pelo coronavírus neste país da América Central. É por isso que, ao mesmo tempo que garantimos a segurança da nossa equipa no terreno, estamos a trabalhar lado a lado com as autoridades e organizações locais para dar resposta a esta emergência.

Já começámos a visitar as comunidades dos nossos projetos, para que as possamos ajudar, casa a casa. Uma das primeiras medidas consistiu na entrega de 1.700 kits de higiene às famílias e aos centros de saúde. Tão importante como o fornecimento de gel desinfetante, sabão e máscaras, está a ser a sensibilização das famílias para o problema: “mantenha a distância de segurança das pessoas” ou “lave as mãos frequentemente com água e sabão” são algumas das recomendações que reforçamos porta a porta. Tratam-se, nesta primeira fase, de medidas simples, mas que podem evitar o contágio e, em última instância, salvar vidas.

Compromisso com a infância

Não estamos a colocar o nosso foco só na população considerada de risco, como a população mais envelhecida, por exemplo. Estamos, também, especialmente preocupados com as crianças, pois, ao contrário do que está a acontecer nos outros países, nas Honduras já foram detetados bastantes casos de coronavírus nos mais pequenos. Uma das nossas principais ferramentas para apoiar as crianças nestes momentos difíceis é através da educação. Através de teatros de marionetas, por exemplo, ajudamos os mais pequenos a perceber o que é o novo coronavírus e como o podemos combater em conjunto.

Continuaremos a trabalhar para levar a nossa ajuda nas Honduras onde quer que ela seja necessária. E colocaremos sempre no centro das nossas prioridades as pessoas e os seus diretos, numa perspetiva a longo prazo, utilizando a solidariedade como nosso motor e espalhando a mensagem que nos une: #VaiFicarTudoBem.