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Jogos infantis: guia para crianças dos 3 aos 6 anos

18-02-2018 Leitura 6 Minutos 3

Ajuda em Ação

Por que é tão importante a dinâmica dos jogos infantis?

Brincar é o que torna uma criança feliz. Correr, saltar, dançar, pintar, brincadeiras individuais, em grupo, brinquedos, pinturas… são fatores essenciais para a evolução e desenvolvimento físico e mental de todas as crianças, assim como também são as primeiras oportunidades para ter contacto com os seus pais, numa primeira fase, e com outras crianças, posteriormente.

Os jogos infantis são a base da aprendizagem, já que através deles as crianças aprendem a desenvolver as suas competências sociais e a sua autoestima, a gerir as emoções e sentimentos e, sobretudo, a usar a linguagem.

Quando nasce, para a criança tudo é novo e com os jogos pode começar a conhecer o seu ambiente e os objetos que a rodeiam. Ao fazer jogos de movimento com os objetos que encontra e como seu próprio corpo, começa a apreender as suas primeiras sensações percetivas, a controlar os seus movimentos e a desenvolver a atenção e concentração.

A partir dos 3 anos, começa a fase da fantasia e imaginação em que tentam imitar tudo o que veem, típico desta fase chamada “jogo simbólico”. É aqui que desenvolvem a sua capacidade cognitiva, ou seja, a capacidade de criar representações de coisas na sua mente que não existem presencialmente.

A brincadeira é fundamental nesta fase e permite o desenvolvimento do pensamento, por isso propomos-lhe um guia de jogos infantis para crianças dos 3 aos 6 anos, que permitirão estimular tanto os movimentos como a representação e a comunicação.

263 millones de niños y jóvenes en el mundo no pueden ir al colegio.

Pinturas com as mãos

A clássica brincadeira de fazer pinturas com as mãos é uma atividade muito eficaz para potenciar a capacidade criativa da criança. Divirtam-se juntos com esta atividade, uma vez que não está restrita a nenhuma idade, ensine-os a combinar as cores disponíveis para que vejam os resultados das misturas ou explique-lhes que, ao misturar as tintas com a água, estas tornam-se mais fluídas.

É uma oportunidade para lhes mostrar todas as coisas que se podem fazer com as pinturas enquanto os incentiva a dizerem-lhe o que querem pintar ou o que sentem ao tocar com as mãos nas tintas. E, quem sabe, ainda descobre que tem um Picasso em casa!

Podem fazer esta atividade numa mesa, tapada com jornal, por exemplo, para não ficar manchada, ou no chão se preferirem, também coberto com folhas de jornal. Tenha à mão um recipiente com água e uma toalha para que possam lavar as mãos as vezes que quiserem.

Deve utilizar tintas que não sejam tóxicas e irritantes para a pele das crianças. E, por último, não se esqueça de usarem roupa que se possa sujar.

Pinturas com escova de dentes

Outra forma de fomentar a criatividade das crianças através de pinturas é usando uma escova de dentes como se fosse um pulverizador.

Para isso, utilizará os mesmos materiais que referimos no jogo anterior e um par de escovas de dentes, para poder usar mais do que uma cor, ou pequenas escovas. Para esta atividade necessitará de moldes de cartão, com as formas que mais gostar, como folhas, borboletas, maçãs… para que a forma escolhida fique desenhada no cartão quando espalharem a tinta com a escova.

Para começar, misture um pouco de água com a tinta para que esta não fique muito espessa. Depois, incentive a criança a molhar a escova na tinta. De seguida, ensine-a a pegar na escova com a cabeça para baixo com uma mão e, com a outra, a passar os dedos nas cerdas para salpicar a tinta e fazer o formato do desenho.

Repita este movimento as vezes que quiser. Quando a pintura estiver finalizada, retire com cuidado a base de cartão para que o desenho não fique esborratado.

juegos infantiles

O jogo do mágico

Com este jogo, a criança será capaz de comunicar e expressar-se através dos seus movimentos corporais, trabalhando assim a sua expressão corporal. Os jogos lúdicos são considerados os mais apropriados para desenvolver este tipo de capacidades, uma vez que, para além de serem divertidos, procuram que a criança aceite o seu corpo e aprenda a fazer uso da improvisação.

Em primeiro lugar, vai precisar de uma bola que simule uma bola de cristal mágica. O mágico (neste caso, o adulto) levará a “bola de cristal”, enquanto as crianças formarão uma linha imaginária e sentar-se-ão atrás dela. Com os seus poderes e a sua bola de cristal, o mágico transformará as crianças em animais e elas terão de sair dessa linha imaginária e imitar o animal indicado.

Quando o mágico quiser, fará um sinal e tentará apanhar todas as crianças que ficaram atrás dessa linha imaginária. Os que foram apanhados pelo mágico transformar-se-ão também eles em mágicos.

Este jogo também ajuda a desenvolver a imaginação das crianças, já que implica porem-se na pele do animal que têm de imitar, o que ajudará a libertar a tensão e os nervos.

Mímica

O jogo infantil da mímica é outro método que permite às crianças explorar a sua expressão corporal, com a vantagem de promover um equilíbrio físico e mental e ajudar a desinibir os mais envergonhados.

Neste jogo só será necessário utilizar folhas de papel e clips para todas as crianças que farão parte do jogo. O adulto coloca nas costas de cada criança um papel, sem lhe mostrar o que está escrito. Em cada papel estarão escritas palavras que as crianças consigam entender ou, em alternativa, um objeto que conheçam.

Depois, as crianças dispersam-se pela sala e procuram outra criança para ler o papel que têm nas costas. Após ler o papel, a criança deverá expressar por gestos o que está escrito no papel para que a outra consiga descobrir o que dizia o papel nas suas costas.

De seguida, é só procurarem outro amigo para que repitam este jogo as vezes necessárias até que todos descubram qual a palavra que tinham escrita nas suas costas.

Para terminar o jogo, cada criança deverá explicar às outras, por gestos, qual a palavra que pensa estar escrita no papel nas suas costas, de acordo com as indicações que as outras crianças lhe deram.

A dedução, a síntese e a observação estão presentes nesta atividade ao tentarem descobrir o significado do papel.

Trava-línguas

Outra das capacidades que as crianças entre os 3 e os 6 anos devem desenvolver é a linguagem, sendo esta uma ferramenta fundamental para a criança se relacionar com o meio que a rodeia.

Os trava-línguas são um recurso muito valioso quando chega a hora de as crianças iniciarem as primeiras abordagens à língua. Graças à sua forma, fá-las lembrarem-se das divertidas rimas que ouviam em bebés e, por isso, faz com que se sintam atraídos por estes jogos desde pequenos.

Este tipo de jogos linguísticos ajuda a aprender a pronunciar as palavras corretamente e são muito propícios a garantir rapidez e precisão na fala sem que as crianças se confundam. Podem ser também uma ferramenta de trabalho com um grupo de crianças para ver quem consegue dizer melhor e mais rápido. Desta forma, esforçar-se-ão para pronunciar corretamente os trava-línguas, o que favorecerá a sua aprendizagem.

O objetivo dos trava-línguas passa por dizer as palavras com maior rapidez e clareza, aumentando um pouco a velocidade, mas sem passar por cima de nenhuma palavra e, o mais difícil, sem cometer erros.

Palavras encadeadas

Com este outro jogo de palavras, a criança poderá aumentar o seu vocabulário, uma vez que aprenderá a diferenciar as sílabas das diferentes palavras. Tal como o anterior, este jogo é bastante indicado para trabalhar a linguagem entre os 3 e os 6 anos.

O tradicional jogo das palavras encadeadas passa por dizer uma palavra que a criança possa perceber e encadear com outra que comece pela última sílaba desta primeira palavra. Ou seja, se dissermos “gaiola”, a palavra seguinte pode ser “lago” e assim sucessivamente.

Se pusermos um pouco mais de dificuldade no jogo, como estabelecer um tempo máximo de resposta, a criança poderá desenvolver a sua velocidade de reação.

O objetivo de todos estes jogos passa por fazer uso e desenvolver a capacidade reativa, a expressão corporal e aperfeiçoar a linguagem das crianças, sendo que esta aprendizagem deve ser estimulada de uma forma motivadora.

A brincadeira é tudo para uma criança… e haverá melhor forma de aprender do que a brincar?

Outra forma de ajudar a formar a infância de maneira positiva e respeitando os valores humanos é apadrinhar uma criança

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